sábado, 17 de março de 2018

7 Doramas Para Quem Quer Começar a Assistir Seriados Asiáticos

Yooo, minna!! Como vocês estão? Espero que bem... Então, olha só eu aqui de novo... sei que vocês devem ter notado a minha ausência do blog, mas não, eu não estou desistindo dele nem vou acabar com ele, mas a verdade é ando ocupada pra caramba! Além disso, estou envolvida em alguns projetos, o que toma bastante o meu pouco tempo livre, mas mesmo assim, vou tentar postar com mais frequência. Prometo que vou tentar... Então, para começar, resolvi fazer uma pequena lista de doramas que eu recomendo para quem quer conhecer o universo dos seriados asiáticos, tentando trazer sugestões dos mais variados gêneros, espero que gostem... Bora lá? 



1. It's Okay That's Love (K-Drama | 16 episódios | 2014)

Minha primeira indicação é o dorama It's Okay That's Love. Sou extremamente suspeita para falar desse k-drama, mas eu amo tudo sobre ele! Os personagens são maravilhosos e as reviravoltas da narrativa são incríveis também. Então, o dorama conta a história do escritor e DJ, Jang Jae Yeol (Jo In Sung), que é diagnosticado com TOC, e da médica psiquiatra, Ji Hae Soo (Gong Hyo Jin). A priori, os dois não têm nada em comum, inclusive, Hae Soo odeia o Jae Yeol, até que eles vão se conhecendo e percebendo que sentem algo um pelo outro. Mas é claro que as coisas não são tão simples assim, Jae Yeol tem um passado meio sinistro e algumas atitudes meio suspeitas, apesar de confiar nele, Hae Soo passa a desconfiar que algo não está certo com ele. E até certo ponto ela está certa. A série abre espaço também para que os personagens secundários também se destaquem e apresenta um tema super tabu na Coreia do Sul, que são os transtornos psicológicos. O interessante do dorama é que não há julgamentos de valor dos personagens, tentando retratar cada transtorno da maneira mais fiel possível. E se você gosta de histórias que fogem do tradicional, taí a sugestão. Onde encontrarAsian Team; Dorama Obsession; DramaFever; Meteor Dramas; Sekai Doramas; Viki.



2. The Princess Weiyoung (C-Drama | 54 episódios | 2016)

Ok, já sei o que você vai dizer... Sim, são 54 episódios, mas se você levar em consideração que muitos seriados americanos têm mais de 20 episódios por temporada, The Princess Weiyoung nem é tão longa assim. Apesar de ter quase 60 episódios, vale super a pena assistir a esse dorama. Sou suspeita para falar, é verdade, mas não tem preço encontrar um dorama em que a protagonista não é a típica heroína chata e cheia de frescura. Weiyoung é inteligente, esperta e sabe como o jogo funciona, ela está sempre preparada para o ataque do inimigo, sempre conseguindo superar os obstáculos a sua frente. A história se passa na época das Dinastias chinesas. Nesse drama épico, a jovem Weiyoung precisa manter sua identidade a salvo para que a sua vingança seja concretizada. Por ironia do destino, ela acaba morando na mesma casa das pessoas que conspiraram para a morte de sua família. Mas nem só de vingança fala The Princess Weiyoung. Tem romance e tragédia para quem curte esse tipo de história. Super recomendo se você deseja começar pelos dramas épicos. Onde encontrar: DramaFever; Unnie Fansubs.



3. Age of Youth (K-Drama | 12 episódios | 2016)

Se você está interessado em dramas teens, Age of Youth é a escolha mais acertada. O dorama conta a história de cinco amigas que dividem o mesmo apartamento. Yoon Jin Myung (Han Ye Ri) vive ocupada enquanto trabalha para pagar seus estudos e ir bem nas provas, tendo muito pouco tempo para se preocupar com as coisas ao seu redor. Suas colegas de quarto possuem personalidades bem diferentes e nem sempre elas entram em consenso. Song Ji Won (Park Eun Bin) não deixa que sua bebedeira tire o melhor da sua personalidade. Jung Ye Eun (Han Seung Yeon) é apaixonada pelo namorado e sempre deixa bem claro o que não gosta. Kang Yi Na (Ryu Hwa Young) é bastante popular por ter um belo corpo e estar sempre na moda. Yoo Eun Jae (Park Hye Soo) é a mais nova inquilina e se esconde atrás de sua timidez e gosto peculiar por rapazes. Apesar da personalidade diferente de cada uma, elas passarão por vários desafios (sem falar nos temas polêmicos e tabus tratados na série), mostrando o quanto o poder da amizade é capaz de mudar a vida das pessoas. Esse dorama fez tanto sucesso e foi tão bem recebido pelo público que ganhou uma segunda temporada no ano passado. Onde encontrarDramaFever; Kingdom Fansubs; Netflix; Unnie Fansubs.



4. Ode to Joy (C-Drama | 42 episódios | 2016)

E a gente até poderia dizer que Ode to Joy seria uma versão adulta de Age of Youth, mas seria forçar um pouco a barra. Embora trate de cinco mulheres que acabam se tornando grandes amigas, Ode to Joy foge um pouco desse clima de juventude. A série, que foi a mais assistida na China em 2016 além da série chinesa mais acessada no Youtube, conta a história das cinco moradoras do 22º andar do Condomínio Ode to Joy. Apesar das diferenças entre elas e de suas peculiaridades, a convivência vai fazendo com que a vida delas se conecte e aos poucos, elas acabam se tornando amigas. O que mais me encantou e me conquistou nesse dorama foi ver mulheres fortes que cresceram como pessoas e na profissão graças à ajuda de outras mulheres, que as apoiaram e as ajudaram emocionalmente. Se você está interessado em algo mais adulto, sério e sem frescura, Ode to Joy é um ótimo dorama para isso. Vale salientar que o sucesso da série foi tão grande, que ela também ganhou uma segunda temporada no ano passado. E o sucesso não parou por aí, cogita-se a possibilidade de uma terceira temporada para 2019. Eu espero que tenha, porque eu amei esse dorama. Onde encontrarDramaFever; Star Dramas Fansub.



5. Watashi ga Renai Dekinai Riyuu (J-Drama | 10 episódios | 2011)

E não poderia faltar na lista um dorama japonês. Eu gosto bastante das séries japonesas, mesmo elas não tendo o mesmo glamour que as séries coreanas e chinesas. Elas acabam compensando pela história, que sempre trazem um viés mais realista e filosófico, digamos assim. Nesse dorama, conhecemos a história de três mulheres de idades e profissões diferentes que resolvem morar juntas para dividir o valor do aluguel. Fujii Emi (Karina) tem 27 anos e trabalha como assistente de iluminação numa empresa de médio porte. Ogura Saki (Yoshitaka Yuriko) tem 24 anos e seu sonho é ser escritora, embora não trabalhe com isso. Hanzawa Mako (Oshima Yuko) tem 22 anos, trabalha em empregos temporários e ainda é virgem. O que une essas três mulheres, além da amizade, é a falta de sorte que elas têm no amor. Apesar de mostrar uma visão do amor menos romantizada, vejo esse drama como uma história interessante. A felicidade não vem de um romance, mas de a pessoa estar bem consigo mesma, o que para mim foi um grande diferencial. Se você é daqueles que curtem histórias mais maduras, Watashi ga Renai Dekinai Riyuu é uma ótima sugestão. Onde encontrar: Sora~D Fansub.



6. Stranger: Secret Forest (K-Drama | 16 episódios | 2017)

E para aqueles que curtem um bom suspense e uma boa investigação não podem deixar de assistir a esse dorama. Nessa série, Hwang Shi Mok (Cho Seung Woo) é um promotor que durante oito longos anos foi considerado o único promotor honesto em um sistema legal insanamente corrupto. Após uma série de assassinatos, ele se junta à fervorosa tenente, Han Yeo Jin (Bae Doo Na), que sempre se manteve fiel às suas convicções. O que mais gostei nessa série é que nenhum personagem é totalmente inocente. No início, muitas pessoas passam a nutrir desconfianças de Hwang Shi Mok por ele sempre estar a frente nas cenas dos crimes. Não só ele como a tenente Yeo Jin. Ambos passam a trabalhar em equipe, mas ainda assim é difícil para Shi Mok revelar suas verdadeiras intenções. Apesar de ser novata na Unidade de Crimes Hediondos, Yeo Jin é considerada uma policial super capacitada e ela servirá de grande ajuda para a resolução dos casos. Além disso, minha gente, esse drama tem a Bae Doo Na, precisa dizer mais alguma coisa? Super recomendo, até porque eu também amo séries de suspense. Onde encontrar: DramaFever.



7. In Time with You (TW-Drama | 13 episódios | 2011)

E claro que não podia faltar a minha recomendação para aqueles que adoram romances. Nesse drama, Cheng You Qing (Ariel Lin) acaba de completar 30 anos. Como presente de aniversário, seu melhor amigo, Li Da Ren (Bo Lin Chen) lhe envia um email falando sobre os sinais de envelhecimento. Apesar de ser uma mulher bem sucedida, You Qin se sente incomodada por já ter 30 anos e nem estar perto de casar. Por essa razão, Da Ren e ela fazem uma aposta para ver quem dos dois vai casar antes dos 35 anos. Mas o que eles não percebem é que o amor de suas vidas está bem mais perto do que eles imaginam. Parece um daqueles romances bobinhos, clichês de filmes de comédia romântica, mas não é. Acreditem, esse dorama fisgou meu coração e eu super indico! Os temas são maduros, as cenas de beijo não são apenas selinhos sem graça e, curiosidade, as cenas eram tão "calientes" que a produção foi obrigada a dar uma diminuída, suavizar um pouco, porque o público não estava acostumado a ver beijos tão longos em cena. No mais, essa é uma daquelas histórias que te fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Vale super a pena assistir! Onde encontrar: Meteor Dramas Fansub; Viki.

*   *   *

Então, meus amores, fiz essa seleção com todo carinho pensando em montar uma lista super eclética para todos os gostos. Espero que vocês gostem e sem desculpas para não assistir!! Até a próxima, kissu... [Vale salientar que essa lista traz apenas os doramas que eu gosto, então, se você tiver sugestões, deixe nos comentários].

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Can't Help Falling in Love (Pinoy)

Yooo, meus amores lindos!! I'm back!! Depois de passar todo esse tempo sem conseguir ajeitar meu computador, finalmente, resolvi o problema. Infelizmente, só consegui ajeitar depois que as minhas férias acabaram, ou seja, mesmo com tudo OK, não terei tempo para postar tão amiúde. Uma pena... mas não desistam de mim, que sempre que eu puder estarei postando e recomendando boas histórias, como esse filme filipino com o casal mais amado do meu coração! Vamos lá...

Título: Can't Help Falling in Love
Direção: Mae Czarina Cruz
Roteiro: Carmi Raymundo, Kristine Gabriel
Gênero: Comédia, Romance
Publicação: F-Movie (2017)
Nota: ♥♥♥♥♥

Can't Help Falling in Love, filme filipino (2017).

Sinopse: Gab de la Cuesta (Kathryn Bernardo) é especialista em fazer planos darem certo. Como consultora financeira, ela percebe imediatamente o que é preciso fazer para conseguir fazer as coisas acontecerem. Ela está acostumada a não lhe negarem nada e pode-se dizer que sua vida é quase perfeita. Quando seu namorado de longa data a pede em casamento, ela diz sim. Mas seu mundo é virado de ponta-cabeça quando ela descobre que já é casada com um guia turístico super alto astral, Dos Gonzales (Daniel Padilla). Enquanto eles tentam descobrir como isso aconteceu, Gab começa a quebrar as próprias regras para tentar sobreviver a essa situação confusa. Será que Gab vai escolher uma vida bem planejada com seu namorado de longa data ou ela dará uma chance a um novo modo de vida?



Todas as coisas na vida de Gab são planejadas. Não apenas ela compartilha desse estilo de vida, como seu namorado que está terminando o curso de Direito nos Estados Unidos. Entretanto, tudo vai bem, até o dia em que seu namorado a pede em casamento. Por estarem juntos há bastante tempo, desde os tempos da faculdade, Gab aceita sem pensar duas vezes. Afinal de contas, todo relacionamento longo deve terminar em casamento, não é mesmo? O problema é que Gab já é casada, embora ela não saiba como nem quando isso aconteceu.



Enquanto ela tenta resolver esse problema, para poder se casar com seu namorado, ela vai atrás do seu atual marido, Dos. O que ela não sabe é que ele também não sabia que estava casado. Os dois tentam várias coisas para cancelarem o casamento, já que as únicas testemunhas que poderiam resolver isso são inacessíveis: uma está morta e a outra está desaparecida. Nas Filipinas, divórcio é um processo muito delicado e quando Gab se vê presa a um estranho e tentando manter tudo em sigilo, por ironia do destino, as coisas começam a desandar.



Para uma pessoa que sempre planejou meticulosamente seus passos, vê-se entregue às artimanhas do destino a faz enlouquecer. Quanto mais Gab tenta resolver o cancelamento do casamento com Dos mais problemas surgem. Não é só o namorado de Gab que exerce pressão nas decisões dela, mas também a sua mãe. Gab não quer decepcionar as pessoas que ela ama, mas em que momento ela pensa no seu bem-estar? Esse desejo de sempre ser "perfeita" e de agradar a todos é que faz com que Gab quebre suas próprias regras e vá contra alguns de seus princípios. Mas não só isso, ao conviver com Dos, Gab vai percebendo coisas que ela gostaria de fazer, mas que nunca se permitira pensar nelas antes.



Apesar de ser uma comédia romântica com alguns clichês, vale salientar que a história traz alguns temas muito interessantes, mesmo que pouco desenvolvidos. Entretanto, só o fato de isso ser mencionado de alguma forma, já é uma maneira de questionar e problematizar as relações abusivas num relacionamento amoroso. Gab não tem autonomia na sua relação com Jason (Matteo Guidicelli). É ele quem decide tudo por ela. À medida que Gab se envolve com Dos, ela percebe o quanto é livre ao lado dele. O interessante do filme é explorar como uma vida planejada pode ser uma prisão com belas grades. Gab não se dava conta disso até conhecer Dos e descobrir o quanto ele se permitia fazer tudo o que queria. Não vou falar mais sobre o filme porque desejo de coração que vocês possam assistir e se apaixonarem por essa história como eu me apaixonei. Recomendo.



F-Movie legendado em português:
Mahal Dramas (download/ ver online - necessita cadastro)

domingo, 31 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

Yoo, minna!! 2017 está indo embora e com ele pude ter a oportunidade de conhecer várias histórias diferentes. Como em todo ano, começo mais uma retrospectiva do Animangá House. Infelizmente, para mim, esse foi um ano bastante atribulado. Adoeci várias vezes, era difícil equilibrar meu tempo entre o trabalho e o curso, enfim... mas ainda bem que consegui manter o foco e continuar postando aqui no blog, mesmo que não com a mesma frequência de antes, mas ao menos mantendo a regularidade. Sem mais delongas, vamos conhecer os melhores do ano para mim?!


Interessei-me por esse mangá depois de ver os traços dos personagens. Sem conhecer nada da história, resolvi me aventurar em ler e, apesar do ritmo, a priori, lento, fui gostando do enredo. Você pode pensar, o que esperar de um shoujo escolar em que a menina é tímido e o menino também? Pode ser que seja mais uma história de amor lenta à la Kimi ni Todoke. De fato, as coisas entre Shibazeki Suiren e Kawasumi Kouha demoram um pouco para acontecer, mas inexplicavelmente existe alguma coisa nesse mangá que te atrai, que te faz querer continuar até o final e, motivada por isso, eu terminei a leitura e sim, Hibi Chouchou é uma história super fofa sobre como simples fatos do cotidiano podem se tornar grandes coisas, afinal, as relações humanas são construídas todos os dias de pequenas ações e palavras. 


De qualquer maneira, eu gosto bastante de dramas chineses/taiwaneses por eles serem menos cheios de frescura no quesito beijo, mas não foi por isso que eu gostei desse dorama. Em Life Plan A and B nós conhecemos a difícil decisão que Zheng Ru Wei tem que tomar. Embora tenham vários arcos hiper dramáticos, achei a reflexão bastante interessante. Afinal de contas, até que ponto vale a pena abrir mão de seus sonhos em nome do seu amor por alguém? Será que o arrependimento não fará com que esse relacionamento aos poucos acabe e se torne um fardo? Além disso, o interessante desse dorama é mostrar os dois lados da moeda. Existem duas faces da mesma Ru Wei, a Ru Wei que abre mão de tudo em nome do amor e a Ru Wei que vai atrás de seu sonho. O que gostei desse dorama foi o fato de não mostrar que apenas uma das decisões tomadas pela protagonista é a certa. Em ambos os planos, Ru Wei enfrenta altos e baixos e, querendo ou não, isso faz parte de todas as escolhas que fazemos na vida.


Sou super suspeita para falar, até porque adoro o casal KathNiel. Como não podia ser diferente, nesse filme os dois estão maravilhosos nos papéis de Ely e Mia. Além disso, esse é o filme no qual temos o primeiro beijo na telinha do casal mais shippado das Filipinas. A história tem uma pegada mais adulta, mais dramática e mais madura, por que não? Mia não é a menina perfeita, que não comete erros. Ela está buscando redenção por todos os erros cometidos. Já Ely tenta tocar a vida depois de sofrer uma grande perda. Para ambientar esse cenário, os dois acabam se encontrando em Barcelona, dois filipinos longe de casa numa terra totalmente diferente. Apesar dos contrastes e dos vários contratempos, os dois passam a viver juntos, mas ninguém pode fugir das consequências dos seus atos. Mesmo tendo uma pegada bem melodramática, vale super a pena assistir a esse filme. Além disso, vale mais ainda ver esse casal maravilhoso atuando junto!!


E a história que emocionou tanta gente ganhou filme e o mangá foi até licenciado aqui no Brasil pela NewPop. A história da menina surda que é maltratada pelos colegas é com certeza uma das mais emocionantes que eu assisti esse ano. A animação é praticamente fiel ao mangá. Acompanhar a saga de Ishida Shouya tentando reparar o mal que fez a Nishimiya Shouko é uma experiência muito dolorosa. Ele passa a aceitar tudo como punição pelo que fez, enquanto Nishimiya acredita ser um fardo para todos. É interessante a maneira como a história mostra a realidade de alguns deficientes auditivos no Japão. Embora sempre exista aquele discurso sobre inclusão, nós sabemos que ela não existe de verdade. Não adianta jogar um aluno numa sala em que ninguém sabe língua de sinais e esperar que ela seja incluída. Nishimiya é um exemplo disso e de como o bullying na escola pode ser danoso para a saúde mental e psicológica de uma criança ou adolescente. Eu criei um carinho todo especial por esse filme, porque ele consegue ser sutil ao mesmo tempo que realista com relação a um tema tão delicado e pouco debatido.


Quem nunca se viu cheio de dúvidas e incertezas sobre o seu futuro? Por mais que estejamos firmes em nossas decisões sobre determinada coisa, ainda assim, temos nossos momentos de fraqueza. Nesse mangá, Nanase Momoko após se formar como design acaba tendo que trabalhar num escritório de pachinko. Ela nunca se imaginou trabalhando num lugar como esse, até porque assim como todo mundo, ninguém se imagina trabalhando numa função inferior ao cargo que você espera depois de se formar, não é mesmo? Mas 3 AM Dangerous Zone é a prova viva de que nem tudo na nossa vida é como a gente quer, mas mesmo assim é possível fazer com que as coisas sejam menos piores. E Momoko aprende essa lição, afinal, embora não seja o emprego dos sonhos, é você quem aceita ficar estacionado numa vida medíocre. Achei super válido tratar sobre um tema como esse, particularmente, eu me identifiquei com esse dilema da Momoko. Será que iremos ter um futuro tão brilhante depois que nos formarmos? E se não for como imaginamos?


No início, eu não estava colocando fé de que uma história que misturasse vida real e jogos online fosse dar certo. Mas nem só de jogos trata esse dorama. O que me fez gostar dessa história foram diversos fatores, quando Xiao Nai e Wei Wei começam a namorar, vários invejosos tentaram acabar com esse romance, mas todos falharam miseravelmente. Como já comentei antes, não tenho muito saco para ver a mocinha e o mocinho em intermináveis idas e vindas por causa dos outros, que ficam atrapalhando. Xiao Nai e Wei Wei formam um casal inabalável e eu adoro isso! Além disso, o casal secundário é super fofo também e, para aquelas fujoshi de plantão, tem muito clima de bromance entre os personagens Hao Mei e KO... Love O2O traz algumas questões importantes, tais como ser fiel aos seus princípios, mesmo que isso signifique começar do zero; amar as pessoas pelo que elas são, e não pelo quanto elas são bonitas por fora; não acreditar em toda meia-verdade que te contam. E eu pensando que Love O2O tinha tudo para ser um drama tosco, mas que bom que eu estava errada. 


No início, eu achava que a lenda de Korra era uma história meio sem graça. Olha só o preconceito... Eu sequer tinha dado uma chance e já ficava especulando que era ruim, até o dia em que resolvi finalmente assistir. Confesso que fui completamente fisgada por essa história e pela heroína em si. Apesar de ser forte e destemida, Korra passa por muitos momentos difíceis. Ela é enganada, perde a confiança, tem seu corpo machucado, enfim, ela passa por muitas provações físicas e espirituais que servirão para torná-la uma grande avatar. Korra não é a heroína perfeita, ela tem falhas, ela é honesta, ela consegue dar a volta por cima, ela quebra padrões. O mais legal da série - para mim - com certeza foram as mudanças de paradigma adotados para a caracterização da personagem principal. Korra não é uma personagem branca feminina, seu corpo é ligeiramente musculoso demais para uma mulher e ela é bissexual. A representatividade importa bastante e eu me senti representada por essa personagem. Pode parecer bobagem para muita gente, mas ver uma personagem que foge dos padrões ser apresentada de maneira tão "real" não tem preço.


Dramas médicos nunca foram muito o meu forte, além disso, uma história cujo nome é literalmente cirurgias não tinha como ser boa. Outra razão para eu não assistir a esse dorama é o fato de ele ter mais de 40 episódios, mas apesar de tudo isso, alguma coisa nele me chamou a atenção e eu resolvi encarar. Ainda bem que estava errada ao pré julgar essa história, porque o dorama é muito bom. Somos apresentados ao drama pessoal de Zhuang Shu e à impetuosa Lu Chenxi. Além disso, vamos percebendo que o dia a dia num grande hospital não é lá tão glamouroso, existe corrupção e mais triste ainda, quem não tem dinheiro, não é atendido. Embora alguns médicos sejam idealistas, como a própria Lu Chenxi, isso ainda não é suficiente para que ela atenda tal paciente. Apesar de retratar o cotidiano dentro de um hospital, o drama não fica focado apenas nisso, ele mostra o drama dos personagens principais e como todo drama chinês tem a sua dose de melodrama na medida certa. Ignorando o fato de ser um dorama com mais de 40 episódios, Surgeons vale super a pena!! Não sou fã de dramas médicos, mas quando uma coisa é boa, merece ser compartilhada.


Aquele momento em que você se depara com um shoujo maduro não tem preço. Não é todo dia que você está interessada em ler um shoujo água com açúcar. Nesse mangá, nós conhecemos a história de Adachi Shion, uma jovem que é enganada pelo pai e se vê obrigada a trabalhar numa floricultura para poder ter o que comer e onde dormir. Embora deteste essa situação, ela acaba desenvolvendo um certo carinho pelo trabalho e pelo dono da floricultura, Mamyuuda Shun. Mas nem tudo são flores... Shion precisa se sair bem na escola e ainda precisa lidar com o vício do pai, além disso, ela também precisa lidar com o que sente pelo Mamyuuda, que parece não dar a mínima para ela. O que me chamou a atenção nesse mangá, foi o fato de nada ser sofrido ou melodramático. Embora esteja apaixonada por Mamyuuda-san, Shion não se mostra desesperada, pois ela sabe que existe tempo para todas as coisas. A forma com que a Iwashita Keiko desenvolve o enredo desse mangá é muito simples, mas também pragmática. Não existe drama, não existe autocomiseração, tudo tem seu tempo e tudo será como tem que ser.


Belos traços e uma história envolvente são, muitas vezes, os ingredientes perfeitos para se ter um bom mangá. E acho que essa foi a fórmula perfeita para fazer de Kyou no Kira-kun um dos melhores mangás que li em 2017. A história do bad boy Kira Yuiji e da incompreendida Okamura Ninon lembram aqueles típicos dramas à la Um Amor para Recordar, mas que vão muito mais além do que isso. Okamura Ninon tem sérios problemas de interagir com as demais pessoas, então, ela se fecha em seu mundo particular. Enquanto isso, Kira-kun finge ser um bad boy para esconder de todos o seu grande segredo. Mas como em todo bom shoujo nada sai como o planejado, Nino descobre o segredo de Kira-kun e a partir daí decide se tornar amiga dele. E o inevitável acontece, eles se apaixonam e é tudo tão lindo!! Eu me apaixonei completamente por esses personagens, por essa história, por essa mangaká. Devorei os 9 volumes em dois dias... e claro, apesar de alguns clichês comuns a shoujo escolar, Kyou no Kira-kun consegue fugir de alguns estereótipos e ser uma história original.


Eu adoro doramas de suspense. Mas o que me fez assistir a esse drama foi o fato de Bae Doo Na estar no elenco. Eu resolvi apostar e apostei certo. Stranger retrata como funciona a corrupção dentro do judiciário sul-coreano bem como dentro da polícia e entre os políticos. Tudo está interligado e cada personagem é capaz de fazer qualquer coisa para manter seu segredo a salvo. Entretanto, as coisas começam a fugir do controle quando um suspeito de dar propina a promotores é assassinado na sua própria casa. Embora esse crime não tenha relações diretas com corrupção, ou seja, não foi uma queima de arquivo, mas uma vingança, é a partir dele que Hwang Shi Mok começa a fazer as suas investigações e conectando cada ponta solta desse quebra-cabeça. Para quem curte um drama sobre corrupção e suspense, esse thriller é de tirar o fôlego, não é à toa que ele está no 5º lugar de melhores do ano para mim.


Não poderia deixar de falar sobre uma de minhas paixões mais antigas: Sailor Moon. Lembro-me de quando assistia ao anime na extinta TV Manchete e, embora a versão de 1992 seja a mais famosa, ela foge escandalosamente da história original escrita e desenhada por Takeuchi Naoko. Sailor Moon Crystal surgiu como um projeto para tentar retratar a história mais fielmente possível, um antigo sonho da Naoko, que foi realizado. Nessa terceira temporada, podemos perceber uma grande melhorada nos gráficos do anime bem como a correção de alguns outros probleminhas. A história permanece o mais fiel possível e não temos uma Usagi-chan chorona e escandalosa o tempo todo. Não que eu não recomende as temporadas anteriores, obviamente, todas valem a pena, mas é na terceira temporada que Usagi se torna a Super Sailor Moon. É muito interessante a maneira como acontece a evolução dela como uma grande heroína, mencionando também o amadurecimento dela como personagem. Sem dúvidas, é uma das melhores histórias da saga de Sailor Moon.


No início, eu pensava que Madoka era mais um mahou shoujo desses que estamos tão acostumados a assistir. No entanto, logo percebemos que o anime tem diversas coisas que fazem você ficar confuso e, para alguns, pode ser até desconfortável continuar assistindo. A história de Madoka é bem simples, garotas fazem um contrato com um gato alienígena, chamado Kyubey, a fim de lutar contra as bruxas que fazem mal à humanidade. Entretanto, esse simples acordo não tem nada de simples e esconde terríveis segredos. Em Madoka conhecemos algumas personagens dignas de nota, embora eu não tenha curtido muito a Madoka em si, ela é uma garota que não desiste dos seus amigos e a sua sede por manter a esperança viva é o que a irá fazer a diferença no mundo. A Akemi Homura, mesmo que pareça ser apenas uma coadjuvante, é quem faz com que a história ande. Akemi tem uma simples missão, proteger Madoka de se tornar uma garota mágica, porém, o que está destinado para acontecer, fatalmente irá acontecer, mas a Madoka que aceita o contrato com Kyubey é uma Madoka que pode mudar para sempre o destino de todos. E sim, o final é lacrador! Adorei esse anime...


Assim como a primeira temporada, Age of Youth 2 trouxe várias surpresas e reviravoltas. Confesso que no início, fiquei meio apreensiva, pensando que talvez não chegasse aos pés da primeira temporada, mas ainda bem que me enganei. O diferencial de abordar temas polêmicos, sobretudo, para a sociedade sul-coreana, fez com a série continuasse com a mesma pegada de antes, sempre deixando evidente que nos momentos mais difíceis, elas estão sempre juntas para cuidar umas da outras. São tratados temas bastante polêmicos nessa temporada, tais como abuso sexual na infância, TEPT, fins de relacionamento traumáticos e suicídio. Nesse aspecto, a série manteve sua pegada e essência, além disso, na minha opinião, essa segunda temporada se mostrou mais séria, ao mesmo tempo que tentou manter o espírito jovial das cinco amigas. Os novos dilemas vividos por cada uma delas continuaram fugindo do clichê, sempre focando na originalidade e na proposta inovadora da própria série. Espero que surjam mais doramas que busquem quebrar paradigmas e retratar a realidade sem fantasias demais ou romantismos exagerados.


E em primeiríssimo lugar, temos o dorama chinês mais buscado no youtube em 2016. E não é à toa. Ode to Joy traz de maneira revolucionária a vida de cinco mulheres que acabam se conhecendo e se tornando amigas. Embora a jornada para que elas se tornem grandes amigas não tenha sido igual para todas, a série retrata mulheres fortes e independentes que, à sua maneira, tentam enfrentar o mundo de cabeça erguida. Apesar de órfã, Andie consegue se tornar uma grande mulher de negócios; Xiao Xiao consegue contra todas as perspectivas abrir a sua própria empresa; Shengmei decide mudar de profissão aos 30 anos, o que pode dar certo ou não; Yingying transforma toda sua dor ao ser enganada pelo ex-namorado em motivação para trabalhar; e Guan Guan, apesar da insegurança, mostra todo o seu potencial na empresa. Embora tenham origem em mundos diferentes, essas cinco mulheres vão encontrar apoio umas nas outras. Mais uma vez, a amizade feminina se mostra como um ingrediente indispensável para boas histórias e ótimos doramas.

Bônus: We Got Marriage - Song Jae Rim & Kim So Eun



Esse foi o primeiro We Got Married que eu assisti até o fim e o que conseguiu me prender até o final foi a química desse casal. Song Jae Rim e Kim So Eun foram, na minha humilde opinião, o casal mais shippável que eu já vi! Eles se completam, são naturalmente engraçados e o mais importante, têm uma grande química juntos. Ok, não rolou beijo na boca durante os episódios, mas se você quer ver os dois juntos, assiste ao dorama Our Gab Soon, lá rola altos beijos entre eles (embora seja um dorama um pouco problemático no que diz respeito à forma como o personagem do Song Jae Rim trata a Gab Soon, personagem da Kim So Eun). Embora, hoje em dia, eles se declarem apenas bons amigos, eu tenho minhas dúvidas, afinal de contas, quantos casais na Coreia fingem não estar namorando? Mas eu gostei desse casal por eles serem divertidos juntos, por não terem frescura, por se darem bem - o que é uma coisa rara - por serem companheiros, acima de tudo e por sempre se apoiarem. Acho difícil algum casal do WGM ser melhor do que eles - risos.

*   *   *

Então, minna... essa foi a minha lista de melhores do ano. Espero que vocês tenham gostado e que 2018 seja um ano de muita prosperidade para todos nós. Um Feliz Ano Novo para vocês e nos encontramos em breve!! Kissu...

Ode to Joy (C-Drama)

E algo que vem se tornando muito forte em algumas produções orientais, é o girl power. E claro, quem ganha com tudo isso somos nós, que podemos ver pouco a pouco uma mudança nos temas, nas personagens e nos formatos de relacionamento. E com esse drama chinês não poderia ser tão diferente assim. Um dos dramas chineses mais assistidos em 2016 e o mais buscado no Youtube. É mole? Esse dorama traz a história de cinco mulheres vivendo a vida na moderna Xangai, não percebendo o quanto seus destinos estão fortemente ligados. Pareceu familiar com Age of Youth ou até mesmo com Malhação - Viva a Diferença? Não é à toa, hein... Além disso, é muito importante ver essas mudanças acontecendo, e aí, vamos lá conhecer esse girl power?

Título: 欢乐颂/ Ode to Joy/ Ode à Alegria
Direção: Kong Sheng
Roteiro: Ah Nai; Yuan Zi Dan
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Publicação: C-Drama - 42 episódios (Dragon TV | 2016)
Nota

Ode to Joy - drama chinês (2016)

Sinopse: Este dorama, baseado no livro Huan Le Song (欢乐颂), da escritora Ah Nai, conta a história de cinco mulheres de diferentes origens, personalidades e sonhos de vida, mas que de alguma maneira passam a ser amigas e a compartilhar das alegrias e das tristezas umas das outras.

Fan Shengmei - 30 anos (Jiang Xin)




Shengmei é a gerente sênior de Recursos Humanos numa empresa estrangeira. Apesar de vários anos trabalhando nessa empresa, ela nunca conseguiu prosperar na sua carreira. Seu desejo é poder encontrar um homem rico para poder se casar com ele e melhorar de vida. Mesmo com um grande senso de justiça, Shengmei tem suas falhas, sendo muito orgulhosa e não querendo admitir que tem um fardo muito pesado para carregar por causa da sua família problemática.

Qiu Yingying - 23 anos (Yang Zi)




Yingying é uma garota comum típica das cidades rurais da China. Ela trabalha na sua área de formação, mas por ser muito boba e inexperiente, acaba se apaixonando pelo cara errado. Por ser muito direta e simples, seus sentimentos e suas intenções são facilmente percebidos. Entretanto, mesmo agindo por impulso, na maioria das vezes, Yingying conseguiu conquistar boas coisas, mas também teve que arcar com as péssimas consequências de seus atos, de todas as vezes em que se envolveu em situações constrangedoras.

Guan Ju Er - 22 anos (Qiao Xin)




Guan Guan, como é carinhosamente chamada pelas colegas de apartamento, Shengmei e Yingying, é estagiária numa grande empresa, a Fortune 500. Embora seja muito esforçada, o fato de ter se formado numa universidade "desqualificada" torna as suas chances de ser contratada como efetiva muito pequenas. Diferentemente de Shengmei e de Yingying, Guan Guan é de família rica, mas insiste em ter a sua própria independência. Sua personalidade calada, introvertida e gentil apenas reforçam os valores tradicionais que aprendeu com a mãe.

Qu Xiao Xiao - 24 anos (Wang Zi Wen)




De família muito rica, a patricinha Xiao Xiao acaba de retornar do exterior. Embora seja inteligente, espirituosa, descolada, direta e agressiva, Xiao Xiao não quer ter compromisso ou obrigações, seu dilema é curtir a vida. Mesmo que pareça ser cínica, ela pode se mostrar uma grande amiga nos momentos de dificuldade. Xiao Xiao é a minha personagem favorita, apesar de parecer fútil e aluada, ela decide abrir a sua própria construtora, evitando assim ser apenas uma sombra de seu pai. O que parecia ser impossível tornou-se realidade, Xiao Xiao se torna uma empresária bem sucedida, usando de sua inteligência para conquistar a confiança dos clientes no seu trabalho.

Andie He - 31 anos (Liu Tao)




Formada na Columbia Business School, Andie é uma das consultoras financeiras mais promissoras do Banco de Investimentos de Wall Street. Sendo convidada pelo seu amigo Tan Zongming (Jin Dong) a voltar para a China, Andie aceita ser a consultora financeira da empresa do amigo. Entretanto, seu retorno à China não foi apenas por causa do trabalho, Andie quer encontrar seu irmão caçula, do qual foi separada quando criança. Andie é extremamente racional, tendo dificuldades de comunicação e de interação com as pessoas. Indiferente e fria, não é boa com relações interpessoais, mas é imbatível ao lidar com números e estratégias, além de ter uma memória excepcional.



Considerado o drama contemporâneo mais assistido na China, Ode to Joy traz a história de cinco mulheres de diferentes origens e personalidades que de alguma maneira se tornam grandes amigas. Mas para que isso seja possível, coincidentemente, as cinco moram no 22º andar do condomínio Ode to Joy. Inicialmente, a relação entre elas não é tão simples assim. Xiao Xiao tem um prazer inexplicável de enfiar o dedo na ferida das pessoas, além de falar tudo que lhe vem à mente, isso faz com que a amem e ao mesmo tempo a odeiem. Além disso, em algumas situações, ela acaba sendo mal interpretada pelas pessoas, o que faz com que Yingying não queira ser sua amiga de jeito nenhum.




Não apenas a Xiao Xiao era uma pessoa difícil, a própria Andie devido a sua dificuldade de se relacionar com os outros, não quer se envolver nem desenvolver afeição por ninguém. Entretanto, ela acaba se vendo envolvida nos problemas dessas mulheres e percebe que quer ajudá-las. A amizade entre elas surge de maneira gradual e sincera. Embora Yingying não disfarce o ranço que sente por Xiao Xiao, ela não percebeu que a sua "rival" a livrou de um boy lixo super escroto. A personalidade orgulhosa de Shengmei também vai tornar a relação delas delicada. Enquanto Xiao Xiao a vê como uma mulher oportunista que só quer arranjar um bom casamento, Andie quer ajudá-la com seus problemas familiares, mas Shengmei reage negativamente às duas. É claro que os problemas no amor são vários. Shengmei não quer aceitar os sentimentos de Wang Bai Chuan (Zhang Lu) porque ele não é rico, mesmo gostando dele. Xiao Xiao não sabe lidar com sua audácia e ignorância perto do médico boa pinta, Zhao Qi Ping (Wang Kai). E Andie não sabe como manter um relacionamento "saudável" com Wei Wei (Zu Feng).




Mesmo com todos esses pormenores, toda amizade para ser longa e duradoura precisa passar por desafios e superá-los, não mesmo? E é isso o que acontece em Ode to Joy. Elas se tornam amigas, compartilham momentos de alegria e de tristeza, mas ainda assim, guardam segredos no fundo do coração. E tomam decisões erradas também. Nessa primeira temporada de Ode to Joy, vemos como as personagens amadurecem e lidam com seus fantasmas. Também aprendem com seus erros e tomam decisões que podem mudar suas vidas para sempre, mesmo que isso signifique algo incerto. Para mim, esse dorama foi uma das melhores histórias que eu assisti em 2017. Por mais que haja milhões de coisas para falar sobre esse drama, eu acredito que a essência dele eu pude explicar. O que me encantou, o que me conquistou foi ver mulheres fortes que cresceram como pessoas e na profissão graças à ajuda de outras mulheres, que as apoiaram e ajudaram emocionalmente. Nada vale tanto do que ver a Yingying se tornar uma garota de negócios depois de um fim de relacionamento conturbado e nada supera ver uma Xiao Xiao se tornar uma empresária bem sucedida, nem ver a Shengmei tomando uma decisão tão arriscada na carreira aos 30 anos. Ode to Joy é um drama diferente dos que estamos acostumados a ver e vale super a pena. Recomendo de coração!!





C-Drama legendado em português:
Download: Dramaskfan; Star Dramas Fansub (necessita cadastro)
Ver online: DramaFans; DramaFever

Kyou no Kira-kun (Live-Action)

Depois de ter me apaixonado pelo mangá, eu não poderia deixar de assistir ao live-action. O filme é extremamente fofo!! Mas por ser uma adaptação do mangá, algumas coisas ficaram diferentes, mas algumas mudanças são bem compreensíveis, já outras nem tanto. Para quem não leu o mangá, não terá nenhum problema, mas para quem leu... são outros 500. Vale salientar que o filme faz referências a diversas cenas do mangá, mas não os recria da mesma maneira. Não estou aqui para falar mal do filme, que por sinal, é muito fofo, mas se você leu o mangá e espera ver a história que leu, melhor não se animar muito.

Título: きょうのキラ君/ Kyou no Kira-kun/ Closest Love to Heaven
Direção: Kawamura Yasuhiro
Roteiro: Nakagawa Chieko
Gênero: Drama, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: J-Movie (2017)
Nota♥♥♥

Kyou no Kira-kun, filme japonês (2017)

Sinopse: Okamura Ninon (Iitoyo Marie) é uma garota bastante reservada e antissocial. Kira Yuiji (Nakagawa Taushi) é um dos caras mais populares e cobiçados da escola, seguindo um estilo meio bad boy, ele é querido por todos. Embora estudem na mesma sala, Nino e Kira sequer notavam a existência um do outro, até o dia em que Nino descobre o segredo mais aterrorizante de Kira e toma a difícil decisão de passar 365 dias ao lado dele, independente do que acontecesse.



Das exclusões que o filme fez em relação ao mangá, a mais compreensível foi em relação à calopsita de Nino. Seria algo bem estranho ou surreal demais de se ver num live-action, sem mencionar que não valeria o esforço de usar computação gráfica para dar vida ao companheiro falante. Tratá-lo no filme como um simples animal de estimação foi uma boa alternativa. Certamente, a pegada do filme é para ser bem leve. Talvez por isso tenham excluído o caso de Kira com a enfermeira da escola, a paixonite aguda de Yabe por Nino e o fato de o pai de Kira se travestir de mulher. Outro elemento omitido no filme foi a cicatriz que Nino carrega na testa, símbolo de todo o sofrimento que passou na escola, quando foi agredida a tacadas de beisebol por um antigo colega de turma.





Para os mais esquentadinhos, mudanças bruscas no roteiro podem ser muito indigestas. No entanto, adaptações fílmicas ou até mesmo o anime não são obrigados a serem fiéis à história original (veja o caso de Sailor Moon, por exemplo, precisou de 20 anos para que saísse uma versão em anime fiel ao mangá). Embora a gente desejasse que fosse o mais fiel possível. Mas enfim... fiquei um pouco decepcionada pelo fato de não inserirem a cicatriz da Nino o que, na minha opinião, anula tudo o que ela passou. Também me irritou profundamente o fato de a Nino continuar tímida e arredia, o que no mangá não acontece, visto que ela amadurece e vai ganhando autonomia e se fortalecendo. Outro elemento que me incomodou foi a maneira como caracterizaram a Yahagi Rei (Taira Yuna). No mangá ela é bastante observadora, diz o que pensa, gosta de intimidar, mas é extremamente sensível. No filme, eu não sei o que ela é, mas não me lembra em nada a personagem que eu tanto curti na história da Mikimoto Rin.




Entendo não quererem algo tão dramático, mas se o filme tem quase duas horas de duração poderiam sim inserir algumas coisas, como o passado sombrio do Kira. Achei o início do filme muito atropelado e totalmente diferente de como é no mangá, mas tentei ver o filme como se fosse uma história independente embora a ordem dos acontecimentos seja muito incômoda. Há diversas referências a cenas do mangá, como o castigo na cortina, Kira e ela tornarem-se namorados, etc. Mas não entendo por que não deixaram que eles fossem vizinhos. No mangá, Nino e Kira são vizinhos e as janelas de seus quartos são de frente uma para a outra, mas no filme, ele mora na esquina da rua dela. Apesar desses pequenos incômodos, eu recomendo que vocês vejam o filme. Essas foram as minhas impressões como leitora e fã da história. Quando a gente vê algo de que gosta muito diferente de como a conhecemos, não aceitamos tão bem... Entretanto, meu foco não é fazer com que você não veja o filme, mas que entenda os meus motivos para não ter morrido de amores como quando li o mangá. No mais, a história trata de um shoujo escolar fofo, que traz temas difíceis, incluindo bullying e superação. O filme é uma história bonita, que apesar dos pontos positivos e negativos, consegue mostrar como o amor é capaz de vencer todas as barreiras.



J-Movie legendado em português:
Mahal Dramas Fansub (download/ver online - necessita cadastro)
 

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